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Castelos de Letras

Em torno das minhas leituras!

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#17 Dei-te o Melhor de Mim

Vamosser honestas, Célia? Não vejo os filmes do Nicholas Sparks (nem leio os livros)em busca de uma boa história. Fi-lo quando, aí entre os doze e os catorze anos,comecei a lê-lo. Depois, comecei a fazê-lo só para me torturar. Só porque nãosei que mais faça e às vezes é bom fingir que não cresci e que ainda acreditoque existam homens assim, como ele os pinta.
Então,neste fim-de-semana, e para tentar fugir ao milhão de trabalhos que tenho parafazer, meti-me debaixo da manta, chamei a minha irmã (que é dez anos mais novado que eu mas também dez vezes mais evoluída, e pareceu relutante em ver ofilme) e pusemo-lo. Objectivamente, é o seguinte:

o tipo que faz de jovem Dawson (Luke Bracey) é um gatão e entreteve-me atémetade do filme.
PS - Começo a achar que Um Refúgio para a Vida deve ter sido produzido por outra pessoa enquanto o Nicholas estava em casa com uma valente constipação...
apesar de não ir com a cara da jovem (não me lembro do nome dela, damn!), acho que havia química entre osdois e ela encarava bem a personalidade que emanava.
na minha óptica, não há qualquer química entre os actores que fazem de Dawson eAmanda (googled it!) mais tarde. A Michelle Monaghan parece, simplesmente, sermãe do James Marsden.
Àluz das histórias do Nicholas Sparks(incluindo das suas produções filmográficas, que tanto fogem aos seus própriosenredos mas são todas elas também iguais entre si):
os ingredientes são os mesmos de sempre: rapariga rica, rapaz pobre, interiorda Carolina do Norte, um viúvo, muitos anos de separação, um trabalho perigoso efísico para o moço (bombeiro, trabalhador de petrolífera, soldado noAfeganistão, soldado no Iraque, etc…).
o que varia tem sempre paralelismo com as outras histórias: o outro viúvo eraapegado aos quadros da mulher, o outro era apegado às flores da mulher.
os pais dela nunca gostam dele.
ela faz sempre tudo o que quer do tipo, é ela que decide onde e quando. Ele torce-setodo para a convidar para um encontro, depois leva-a a comer comida local nointerior. Bebe cerveja e ela bebe colalight. No final do encontro ele não sabe se deve beijá-la, mas beijam-seporque é tradição.
há sempre um momento em que ele “tem de deixá-la ir” para provar que a ama.
há sempre um sacrifício que ele faz por ela.
 não faltou a cena do beijo à chuva, nem o "are you sure of this?" quando ele está prestes a tirar a virgindade à mocinha;
( faltou o passeio de barco, fiquei de queixo caído!)
 coincidências inexplicáveis, mortes desnecessárias to add some drama.
em 50% dos finais ela fica sozinha com as cinzas dele, o ex-marido que já nãoama e os filhos que não são dele.  
 as capas são todas iguais.
Gostavade poder dizer que é a última vez que me submeti a tanto cliché, mas a verdadeé que noutro domingo frio, sem nada para fazer, pego na manta e lá vou eu,rir-me mais um bocado da desgraça alheia, que é como quem diz: da dificuldadeque o homem tem em reinventar-se.